Por que o marketing inclusivo deve ser prioridade no seu negócio?

O marketing inclusivo é uma estratégia que cria campanhas, anúncios e conteúdos que se comunicam com todos os indivíduos, não importando a idade, o gênero, a etnia ou a situação socioeconômica.

Ao criar as suas personas, você deve  considerar todos os aspectos da sociedade em sua volta, deixando de lado arquétipos fictícios e artificiais.  Isso quer dizer que é necessário ter uma audiência diversificada, com perspectivas variadas. 

Criar campanhas de marketing  inclusivo, inicialmente, parece complicado. Contudo, ao ter uma equipe formada por profissionais de diferentes culturas, gêneros e padrões sociais, é possível enxergar uma questão por vários pontos de vista, criando uma mensagem inclusiva. 

Com a leitura deste conteúdo, você entenderá mais sobre o marketing inclusivo e como aplicá-lo em seu negócio.  Também fique atento às práticas que devem ser evitadas e veja como essa prática já não é mais uma tendência do futuro, e sim uma necessidade do presente. 

O que é marketing inclusivo?

O marketing inclusivo é marketing. Ponto. A única diferença é que ele não anuncia, promove ou vende apenas para um grupo de pessoas.

É uma resposta ativa aos estereótipos tradicionais e uma tentativa de transmitir que as marcas são criadas para clientes de todos os tipos e informações demográficas.

Isso inclui fatores como:

  • gênero,
  • idioma;
  • renda;
  • sexualidade;
  • idade;
  • religião;
  • habilidade;
  • etnia.

Além disso, considera que as pessoas são indivíduos e todos são diferentes.

No mundo de hoje, se uma empresa comercializa para um público restrito, os consumidores podem (e vão) notar esses detalhes. As mídias sociais, como o Instagram,  e as análises de produtos dão voz  ao cliente e ao não-cliente, de modo que as empresas devem comercializar de maneira inteligente para diferentes indivíduos.

Por que essa tática é boa pra minha empresa?

O marketing inclusivo é vantajoso tanto para a organização quanto para o cliente. Para os empreendimentos, um público mais amplo resulta em campanhas que atingem mais clientes em potencial e cria uma visibilidade positiva para a marca. Os clientes, por sua vez, sentem-se representados e valorizados.

Essa prática se esforça para criar uma cultura visual e comportamental que seja mais representativa. Ela direciona esforços para apreciar e compreender nossas várias identidades, diferenças e histórias, ao mesmo tempo  que também retrata espaços de homogeneidade.

Os profissionais de marketing inclusivo estão dispostos a cultivar o conjunto de habilidades necessários para comercializar dados demográficos específicos, sem depender de estereótipos, assumindo uma posição progressista em questões de justiça social.

Além disso, permitir que a sua empresa atinja pessoas diferentes fará com que a marca tenha muito mais possibilidades e pontos de vista a se aproveitar! A partir disso podem se abrir diversas oportunidades como nichos e parcerias, por exemplo.  

O que NÃO fazer no Marketing Inclusivo?

A inclusão é diferente da diversidade.

A diversidade tornou-se um termo vazio na maioria das organizações, muitas vezes ostentando nada mais que a verificação de caixas e o cumprimento de cotas. Em alguns casos, isso cria um marketing oportunista, sem interesse real na carga histórica e no impacto social.

Por outro lado, a inclusão fala sobre a qualidade da experiência, onde múltiplas perspectivas são escutadas, estudadas e tratadas de forma igualitária.

Os profissionais de marketing inclusivo entendem que seu trabalho é considerar o impacto de suas falas, não apenas a intenção.

O fato de você não ter intenção de ofender ninguém com seu anúncio, sua cópia, painel ou produto só para homens, héteros, brancos e de classe média não diminui o impacto que ele tem sobre as pessoas que ele deturpa, exclui ou é hostil.

Veja algumas tentativas fracassadas:

Case Facebook

Um ótimo exemplo dessa cegueira relacionada ao impacto de fala ocorreu em agosto de 2015.

O Facebook, em uma tentativa de celebrar o sufrágio feminino nos Estados Unidos, publicou um gráfico comemorativo com mulheres de várias origens raciais e uma faixa que dizia: “Em 26 de agosto de 1920, as mulheres conseguiram o direito de votar nos EUA”.

O que poderia dar errado? Bem, nem todas as mulheres conseguiram o direito de votar em 1920. Apenas as mulheres brancas.

O gráfico bem-intencionado provocou muita frustração nas mídias sociais, com a conversa centrada em quão reducionista e impreciso o gráfico era, e muita exacerbação com a incapacidade do Facebook de fazer o dever de casa.

Case Dove

A marca de cuidados pessoais e beleza enfrentou críticas por uma campanha de sabonete em outubro de 2017 que, ironicamente, procurou destacar a diversidade racial e a inclusão.

Como parte de um grande anúncio em vídeo, a Dove publicou um pequeno GIF que incluía três mulheres retirando a camisa para revelar a próxima pessoa.

Quando vistas como uma imagem parada, os consumidores enxergam apenas uma mulher negra tirando a camisa marrom para revelar uma mulher branca, vestida toda de branco. Veja a imagem a seguir:

marketing inclusivo dove

Nesse contexto, o anúncio de sabonete parecia implicar uma transição de preto para branco, antes e depois, de sujo para limpo.

O público foi rápido em denunciar o anúncio, argumentando que a Dove estava sendo racista e que as pessoas deveriam boicotar a empresa.

A marca rapidamente emitiu um pedido de desculpas, afirmando que a empresa estava empenhada em valorizar a beleza da diversidade, mas o dano estava feito e nada fez diminuir a indignação do consumidor.

Os clientes recusaram a linha “errou o alvo” da Dove, dizendo que o racismo não pode ser facilmente descartado e subestimado.

Então, como você pode aproveitar o marketing inclusivo da maneira certa?

Do ponto de vista comercial, o Marketing Inclusivo se tornará cada vez mais importante porque a reação ao material sexista, racista, classista, homofóbico e transfóbico vai ficar cada vez mais alto. E que bom!

Se você não está disposto a aprender, consultar especialistas e pensar de forma inclusiva sobre o seu público, prepare-se para gastar muito mais em controle de danos e gestão de crise.

Existem quatro práticas recomendadas que você deve conhecer e implementar para ampliar o seu funil, atrair publicidade positiva, fidelizar a marca e, finalmente, converter mais clientes.

É importante notar que o marketing inclusivo não é a exploração de culturas, de religiões, sexualidade na tentativa de ganhar negócios. Em vez disso, é simplesmente a ampliação do público, a fim de incluir e expandir a experiência do cliente com a sua marca.

1. Contrate uma equipe diversificada

A inclusão começa de dentro para fora. Você precisa de perspectivas diferentes para aprender que existem maneiras distintas de pensar e fazer os trabalhos.

Defina um ajuste de cultura dentro de sua empresa e garanta que você não tenha pessoas de mesma opinião, com uma perspectiva singular e de origens e formação idênticas.

Descubra preconceitos inconscientes dentro do time e pense em formas de trabalhar a desconstrução de qualquer crença ou atitude limitante. Discuta estratégias de campanhas, de anúncios ou de posicionamentos com diferentes indivíduos e perceba o que eles podem transmitir de valor em seu local de fala.

2. Olhe para fora da sua equipe

Encontre novos insights e perspectivas pesquisando seu público e entrevistando clientes.

Use os seus dados para explorar tendências ou trabalhe com consultores externos. Isso garante que você não está simplesmente comercializando o seu produto ou serviço para aqueles que se enquadram nas personas restritas do comprador.

3. Seja atencioso com suas imagens

Há apenas homens brancos atléticos e mulheres loiras e esqueléticas mais do que suficientes em imagens em suas publicações? Se sim, está na hora de rever os seus conceitos.

Diversifique os seus recursos e busque um banco de imagens que retrata com mais precisão o mundo em que vivemos. Represente a todos, lembrando como cada imagem caracteriza a idade, a cor da pele, as deficiências, a cultura, o sexo, a religião ou o peso.

4. Crie copywriting inclusivo

Use pronomes neutros. Se o gênero não precisa estar lá, não o inclua. Mantenha linguagem e escrita simplistas e não assuma conhecimento. Além disso, tenha cuidado com referências culturais e metáforas para não confundir ou insultar o público. E não ouse usar humor que possa ser dúbio.

Se você está criando um curso online, pense em divulgar conteúdos adaptados em braile para pessoas com deficiência, por exemplo.  

O que fazer a partir de agora?

O marketing inclusivo é incrivelmente importante para se adotar. Se você não estiver usando, suas campanhas de marketing correm o risco de dar errado e levar críticas sociais.

O mito duradouro de que “má impressão é boa impressão” está muito longe da nossa realidade. Por causa da internet, e mais especificamente do poder do consumidor, as empresas devem se adaptar e a melhorar todos os dias.

As organizações precisam atender às pressões e aos diferentes padrões da sociedade ou correm o risco de serem colocadas em exclusão pelos clientes.

Os consumidores têm vozes cada vez mais altas e poderosas graças às redes sociais. Portanto, tornou-se mais fácil do que nunca boicotar a marca sem ter que desistir completamente de um produto ou serviço.

Para fechar, lembre-se de sempre da diferença entre diversidade e inclusão e intenção versus impacto. Estereótipos são a maneira mais rápida de mostrar aos usuários que você não os entende, e a mudança vai muito além do casting.

Se quisermos progredir na direção de um marketing inclusivo realmente multicultural, precisamos implementar ferramentas e processos para medir e acompanhar o nosso progresso.

Há obviamente ainda um longo caminho a percorrer para alcançar a diversidade na publicidade e no marketing. Estes são os primeiros passos em uma jornada em que todos estamos, e somos responsáveis por produzir um trabalho verdadeiramente inclusivo.

E você? O que tem feito para contribuir? Conta para a gente no espaço abaixo!

 

 

 

About the Author

Amanda Tassi Braga - Analista de Customer Success e Relações Públicas, que flerta com as áreas de RH e Marketing na busca pela humanização das relações de trabalho e negócios!

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