Como usar a análise SWOT no Marketing Digital

O mundo dos negócios é, de fato, uma caixinha de surpresas. Novos desafios surgem dia após dia, e a forma com que cada um toma decisões, sejam elas grandes ou pequenas, é decisiva para garantir — ou impedir — o sucesso do negócio em questão.

A chamada Análise SWOT foi desenvolvida justamente para transformar o processo de “bater o martelo” em uma ação com mais chances de acerto.

Já sabe do que se trata a análise? Nunca ouviu falar? Tem alguma familiaridade com o tema, mas não entende muito bem seus desdobramentos, na prática?

Quaisquer sejam suas dúvidas (ou conhecimentos) sobre o assunto, estamos aqui não apenas para explicar o que é SWOT e como ela se aplica, mas também para ensinar seus desdobramentos no universo do Marketing Digital. Vamos lá?

O que é a análise SWOT?

A SWOT é uma sigla que vem do inglês e tem o seguinte significado: Strengths (Forças), Weakness (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças).

Traduzindo para a nossa língua, a análise SWOT pode ser chamada também de análise (ou matriz) FOFA, e é possível dizer que se trata de um diagnóstico completo e fundamental na hora de tomar decisões.

Para que a análise ganhasse vida, foi feito um longo estudo na década de 60, nos Estados Unidos. A partir dele, foi possível formular as estratégias de marketing e gestão de negócios com muito mais segurança e eficiência.

Além disso, a análise também permite a identificação de pontos de melhorias muito importantes que, talvez, estivessem impedindo uma empresa de se desenvolver mais e crescer em direção a caminhos ainda não pensados.

Décadas depois, a SWOT continua sendo um dos pilares em estudos e metodologias da Administração.

Quais são seus objetivos?

Batemos muito na tecla da “tomada de decisão”, como você provavelmente já percebeu, e o objetivo da SWOT é justamente melhorar esse processo tão importante.

Pense bem: aplicar uma nova estratégia de marketing, comprar ou não novos equipamentos, fechar ou não parcerias, contratar ou não novos funcionários, abrir um e-commerce. Qualquer momento de escolha é um momento desafiador, e pode ser visto de duas maneiras diferentes.

A primeira delas é a mais óbvia: ignorar as padronizações ou linhas de raciocínio, afinal “cada caso é um caso”, não é mesmo? Errado!

Por mais distintas que sejam as situações nas quais é preciso fazer uma escolha, no fundo, todas elas terão alguma implicação — positiva ou negativa — na realidade da sua empresa.

Sendo assim, é fundamental ter uma espécie de guia por meio de metodologias que te estimulem a raciocinar de maneira analítica, com dados e embasamento a respeito daquela decisão. Assim, as chances de algo dar errado são muito menores!

Ou seja: na hora de pensar em aplicar qualquer iniciativa importante na empresa, das pequenininhas até as mais complexas, a SWOT existe enquanto forma de afirmar, modificar ou cancelar por completo aquela ideia antes mesmo de ela acontecer. Acredite: muita dor de cabeça será evitada no processo.

Além disso, a análise SWOT tem como objetivo alcançar os seguintes benefícios:

  • maior embasamento ao tomar decisões;
  • quanto maior for o embasamento, maior é a segurança da equipe envolvida no processo;
  • conhecimento profundo de aspectos específicos do negócio;
  • acúmulo de insights ricos e pontuais a respeito de itens que poderiam até mesmo ser ignorados no dia a dia;
  • conhecimento prévio de problemas ou de questões que nem ao menos apareceram, mas que poderiam estar a caminho;
  • análise e compreensão sobre a realidade do mercado como um todo.

Viu como a SWOT é muito mais do que ajudar no “sim” ou no “não”?

Como ela pode ser aplicada, na prática?

Vamos lá: você já sabe o que é a análise SWOT, descobriu o que ela significa, compreendeu seus objetivos e visualizou como eles podem se transformar em benefícios. Agora é hora de entender, na prática, a implicação de cada uma das siglas que formam seu nome.

Strenghts (Forças) e Weakness (Fraquezas)

Antes de pensar na situação do mercado como um todo — ou em qualquer outro assunto que fuja da realidade interna da empresa — é preciso reconhecer as próprias vitórias e derrotas. É somente com uma boa dose de autoconhecimento que conseguimos pensar e desenvolver ideias de sucesso.

Dentre os vários objetivos que vão resultar nas tomadas de decisão da empresa (elas não precisam, necessariamente, estar enumeradas ou serem lidas de maneiras distintas), quais são os atuais impedimentos?

Uma boa forma de compreender as Fraquezas é pensar aonde queremos chegar. Se o seu negócio quer mudar para uma localização melhor e mais visível, por exemplo, existem fatores que devem ser considerados.

Pontue, inicialmente, aqueles que te impedem de tomar a decisão de sair do atual endereço. É falta de fluxo de caixa? Se sim, de onde vem este problema? As possibilidades podem ser inúmeras.

Podem vir de uma gestão de pessoal não muito boa — gerando a insatisfação do colaborador, que consequentemente provoca insatisfação no cliente — ou, ainda, falta de uma boa estratégia de marketing, por exemplo.

Depois de compreender o que te impede de alcançar o objetivo, valorize os pontos positivos! Da mesma forma que foi feita a “análise negativa”, valorize aquelas áreas que estão dando certo e pense em trabalhar da mesma forma com as que não andam muito bem.

Se a equipe se esforça de determinada maneira para alcançar o sucesso e a satisfação em áreas específicas, o que podemos aprender para aplicar naquelas que não estão apresentando um resultado desejável?

Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças)

Vamos seguir a linha de pensamento no modelo de negócio do varejo, em que o principal objetivo no momento é se mudar para uma localização mais visível ao público.

Depois de entender como a situação da empresa está naquele momento, não podemos deixar de pensar no mercado, afinal, ele existe e pode ser fator crucial para o crescimento ou a falta de sucesso de uma empresa.

Ao contrário dos fatores internos, não é possível controlar as Oportunidades e as Ameaças — o importante na análise externa é definir o que é digno de atenção e analisar o que pode ser “jogado fora”.

Pensando nas Oportunidades. Depois de estudar e compreender fatores como a concorrência, a demanda pelo produto em uma área específica da cidade, as barreiras de entrada do negócio naquele local, é possível chegar no final da análise e descobrir que existe uma grande oportunidade em se mudar para a nova região.

Ao mesmo tempo, após analisar os mesmos — ou até menos — fatores, você se deparar com uma grande ameaça: a possível nova localidade do seu negócio já está saturada pela concorrência, por exemplo.

É possível que, em um mesmo cenário, existam Oportunidades e Ameaças diferentes. Às vezes, ao se mudar para o centro da cidade, existe uma oportunidade muito boa em relação à demanda do produto, porém a saturação do mercado na região é uma ameaça.

Todos os 4 pilares da SWOT podem (e vão, muito provavelmente) coexistir. Após estudar todas as informações adquiridas no processo, o segredo é valorizar os pontos positivos e minimizar as implicações dos negativos.

Por exemplo: ao unir as Forças com as Oportunidades, pense em ações que vão servir para diminuir o impacto das Ameaças.

Ao unir as Fraquezas com as Oportunidades, podemos pensar quais pontos positivos no mercado poderão ser responsáveis por minimizar o impacto das Fraquezas que já existem no negócio atualmente.

Em qualquer cenário de união dos pilares, lembre-se sempre de pensar em como as ações positivas podem, além de maximizar os bons resultados, minimizar as perdas.

Análise SWOT e Marketing Digital: como unir as duas estratégias?

Agora que você já sabe o suficiente sobre a SWOT, seu significado, origem e implicações, é hora de finalmente entender como é possível uni-la ao Marketing Digital — e a resposta se encontra justamente em todo o conteúdo deste artigo!

Uma estratégia de Inbound Marketing é baseada em uma série de tomadas de decisões diárias.

Durante todo o processo de trabalho com um blog, por exemplo, é comum que existam momentos de repensar alguma estratégia específica, iniciar o uso de outra, pensar em novas personas ou até mesmo repaginar toda a estrutura do site.

As decisões e dúvidas podem surgir por diversos fatores: às vezes, tudo vai muito bem e é hora de mudar, ou na verdade a estratégia segue por um caminho inesperado que, infelizmente, agrega mais prejuízo do que benefícios — lembra do que falamos sobre Forças e Fraquezas?

Pois é! Quando pensamos em uma estratégia de marketing online, da mesma forma que lidamos com o exemplo da loja que decidiu mudar sua sede de lugar, é possível visualizar claramente como a SWOT pode ser facilmente adaptada ao mundo da web.

Ao considerar, também, o fato de que na internet tudo muda muito rápido, a importância da análise é ainda maior: provavelmente as suas decisões serão maiores e mais frequentes do que a de um varejista tradicional que ainda não se aventurou tanto no mundo online.

De forma geral, a análise SWOT é importante em todo e qualquer modelo ou estratégia de negócio. Com ela, os objetivos são percebidos claramente e os resultados tornam-se  palpáveis e alcançáveis, sejam eles quais forem.

Os insights adquiridos após um bom processo de análise são preciosíssimos e podem ser levados por anos e anos.

Além de ganhar o tão almejado “sim” ou “não” para aquela decisão específica, você estará também repaginando toda a realidade do seu negócio ao trabalhar as suas fraquezas, valorizar as suas forças e, ainda por cima, aprender profundamente sobre o mercado ao seu redor.

Acredite no poder de se decidir com muito embasamento e estudo! E, falando sobre todas as mudanças no ambiente online, que tal entender um pouco mais sobre a transformação digital? Confira nosso post completo sobre o assunto!

Esse post foi produzido pela equipe da Rock Content.

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