4 motivos para separar as finanças pessoais e jurídicas

Atualizado há mais de 3 semanas

Como separar as finanças pessoais e jurídicas é uma das dúvidas mais frequentes entre os empreendedores e o primeiro passo para iniciar a independência financeira da sua empresa  é reconhecer a importância e os benefícios dessa ação para o seu sucesso profissional. 

Neste conteúdo você encontra os quatro motivos fundamentais e o passo a passo de como iniciar essa jornada! Vamos lá?


Por que eu devo me preocupar com a separação das finanças pessoais e empresariais?

1. Evitar problemas legais 

Uma das principais vantagens de ter as contas empresariais e as contas pessoais separadas é para efeitos fiscais da sua empresa. Para efeitos de declaração de Imposto de Renda e de comprovação de faturamento, é essencial que a sua empresa esteja com as finanças organizadas.

Além do mais, caso você precise de crédito para expandir o seu negócio, se a sua solicitação de crédito/empréstimo for feita com a sua conta pessoal, os juros cobrados podem ser bem altos. Contudo, se você utilizar uma conta PJ e evidenciar toda necessidade de capital de giro, esse serviço pode ser oferecido a taxas bem menores.

2. Ter uma visão da eficiência financeira do seu negócio

Você já ouviu falar a frase: “Depois que minha empresa crescer, eu vou começar a organizá-la financeiramente”? Se sim, você não é o único. Mas a pergunta que fica é: quais são os empreendedores que conseguem crescer sem um planejamento financeiro?

Provavelmente, quase nenhum. Afinal, se você não consegue mensurar os custos e os ganhos do seu negócio, muito menos as despesas fixas e variáveis, como você conseguirá medir a eficiência do seu trabalho? É exatamente por essa questão que a separação e o detalhamento completo de todos os custos, despesas e receitas é essencial. 

3. Controlar o fluxo de caixa

A vida empreendedora é cheia de altos e baixos e para lidar com isso, de maneira sustentável, é imprescindível um bom controle de caixa. Para que isso aconteça, as finanças empresariais precisam estar bem definidas e é preciso que haja uma previsão de gastos e ganhos que atenda o funcionamento do empreendimento.

O controle do fluxo de caixa possibilita que o empresário não recorra a fontes externas e não utilize do seu dinheiro pessoal para cobrir despesas ou imprevistos decorrentes do dia a dia da operação.

4. Você não é o seu negócio, você é um dos custos dele

Muitas vezes, o fato do empresário não separar o dinheiro da empresa do seu dinheiro pessoal pode dar a sensação de liberdade de que o caixa da empresa na verdade é o caixa dele. Você já imaginou o efeito desastroso que isso causa a longo prazo? 

O endividamento e a falta de credibilidade no negócio podem ser alguns dos problemas oriundos dessa desorganização. Por isso, torna-se essencial o entendimento do quanto seria o seu gasto pessoal e a definição do valor do pró-labore.

O pró-labore nada mais é do que um valor fixo, o salário do empreendedor, que você precisa se comprometer a pagar mensalmente, como qualquer outra obrigação da empresa. 

Além disso, o lucro da empresa precisa ser detalhado e não pode ser confundido com o lucro do empresário. O lucro necessita de um planejamento para a sua utilização, seja este para ser recolhido posteriormente pelos sócios ou utilizado para novos investimentos e reserva de capital.

O passo-a-passo para separar as finanças pessoais das empresariais

Agora que você já entendeu a necessidade da separação do dinheiro da empresa e de suas contas pessoais para o sucesso do seu negócio, nada melhor do que ter em mãos algumas dicas para colocar em prática, não é mesmo?

Acompanhe o passo-a-passo que preparamos para você!

1. Faça um diagnóstico financeiro

O primeiro passo é identificar quais são os gastos e ganhos da empresa e quais são os seus gastos e ganhos pessoais. Por isso, a primeira lição é: a vida pessoal e profissional são dois mundos bem diferentes e precisam ser diferenciados. 

O seu gasto com aluguel residencial, com alimentação e com lazer não podem cair para a conta da sua empresa, por exemplo. 

Uma maneira eficaz de iniciar esse diagnóstico é fazer a anotação de todos os seus gastos pessoais e profissionais por um período de 30 dias, delimitando informações chaves como: data da compra, o que comprou, onde e quanto gastou e qual a forma de pagamento utilizada.

Com certeza, isso te ajudará a ter percepção de onde o dinheiro entra e por onde ele sai, além de dar clareza sobre o quanto é necessário para que você consiga viver apenas com o pró-labore.

2. Defina o valor das retiradas, incluindo sócios

Quando a separação financeira não é feita, torna-se comum que sócios tenham uma retirada recorrente e muitas vezes ela não é retirada como lucro. Ou melhor, geralmente, o que acontece é que a empresa nem gera receita suficiente para gerar lucro.

Por exemplo, imagine uma situação em que o seu sócio recebe R$10.000,00 e a empresa não recebe lucro ainda.

Sendo assim, essa situação só pode ser tratada de duas formas: como pró-labore do seu sócio, e precisará ser tributada com o INSS e Imposto de Renda; ou como um empréstimo feito entre a empresa e o sócio.

Percebe a importância de definir o valor das retiradas? Elas precisam ser mapeadas para que seja tributada corretamente ou para que o empréstimo feito seja cobrado.

Portanto, caso a sua empresa gere lucro, estabeleça objetivos e tenha controle sobre a participação financeira e as vontades pessoais dos colaboradores. 

3. Estabeleça metas 

Estabelecer metas e ter um planejamento financeiro é muito importante para que você se empenhe em administrar e atingir seus objetivos.

Depois da fase de identificação de quais são os gastos e ganhos da empresa, por que não pensar em estratégias que reduzem seu custo e alavanquem o seu lucro?

É dessa maneira que você precisa pensar na hora de definir as metas da sua empresa de forma factível. Não adianta colocar metas muito altas e inalcançáveis, trabalhe com os dados concretos: qual é a realidade atual da sua empresa e o que você deseja para o empreendimento?

Se você responder essa pergunta colocando metas trimestrais factíveis, é um ótimo começo!

4. Tenha uma conta bancária PJ

Não adianta nada fazer uma boa definição das finanças, desenhar um bom planejamento e não acompanhar a execução e o controle dos gastos, não é mesmo?

Por esse motivo, ter uma conta PJ pode ser uma boa saída para que você comece a identificar todas as entradas e saídas da empresa em um só lugar.

Além do mais, a conta bancária PJ te ajuda a ter todas as transações identificadas, como: qual foi o cliente que pagou e qual o serviço que foi prestado, por exemplo.

Isso facilita também a vida do seu contador no momento que ele faz o registro da contabilidade da sua empresa, pois, com os gastos separados, basta que você envie os extratos da conta corrente da sua empresa para ele. 

Portanto, com uma conta PJ, você evita problemas legais e garante mais controle financeiro da sua empresa.

Mas os benefícios não acabam por aí, existem algumas contas PJ que oferecem serviços personalizados para o empreendedor.

É o caso da conta PJ da Cora, por exemplo, que permite acesso gratuito e sem burocracia a diversos serviços financeiros como a emissão de boletos, transferências TED e PIX, e ainda disponibiliza um cartão empresarial, direcionado para os gastos do seu negócio.

*Este conteúdo foi produzido em parceria com a Cora

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